Busca
Faça uma busca por todo
o conteúdo do site:
   
Home
AIQ-2011
Atualização Cadastral
Áreas de Atuação Profissional
Biblioteca
Bolsa de Empregos
Certidões
Código de Ética
Comissões Técnicas
Concursos Públicos (CRQ-IV)
Consulta de Registros
Cursos e Palestras
Dia do Profissional da Química
Downloads
Eventos
Espaços para Eventos
Estatísticas
Fale Conosco
Fiscalização
Formulários
Game
Informativos
Juramento
Jurisprudência
Legislação
Licitações
Linha do Tempo
Links
Localização
Minicursos
Noticiário
PDQ
Perfil
Plantões de Atendimento
Prêmios
Publicações
QuímicaViva
Regimento Interno
Selo de Qualidade
Sorteios
Transparência Pública
Siga-nos no Twitter   Conheça nosso Facebook   Nosso canal YouTube
 
Transporte de produtos perigosos - Conselho Regional de Química - IV Região

Transporte de produtos perigosos  

 


 
 
No dia 24 de janeiro de 2012 um acidente envolveu um ônibus e um caminhão na Rodovia Dom Pedro I, em Atibaia, Estado de São Paulo. O caminhão levava uma carga de 13 toneladas de tintas e solventes, que foi derramada no barranco ao lado da estrada, quase atingindo um córrego. O auxílio às vítimas foi prestado ao mesmo tempo em que eram adotadas medidas de emergência para evitar danos ao meio ambiente e à saúde da população. 
 
Acidentes como este acontecem com certa frequência no Brasil, país que utiliza principalmente o transporte rodoviário para fazer a conexão entre produtores, distribuidores e consumidores.  A frota de caminhões de carga no Brasil contava com 1 milhão e 300 mil veículos em dezembro de 2010, de acordo com o relatório 2010 da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. Uma parcela desses caminhões trafega pelas estradas brasileiras levando produtos perigosos.
 
 
São Paulo é um grande centro produtor e consumidor de insumos e produtos, está interligado a outros pólos industriais do país e por isso as rodovias paulistas recebem boa parte das cargas de produtos perigosos do Brasil todo.
 
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), circulam pelas rodovias paulistas diariamente mais de 3.000 produtos perigosos, como líquidos inflamáveis, explosivos, corrosivos, gases, materiais radioativos e muitos outros.
 
 
As estatísticas do DER referentes a 2011 mostram que naquele ano houve 178 acidentes com veículos que transportavam produtos perigosos, sendo a maioria dos acidentes – 53 – com veículos que transportavam líquidos inflamáveis, etanol (álcool etílico) ou solução de etanol (solução de álcool etílico).
 
A região que mais registrou acidentes com produtos perigosos em 2011 foi a de Campinas. Em relação aos acidentes por classe de risco, 112 envolveram líquidos inflamáveis e 24 envolveram gases inflamáveis. O DER monitora todas as estradas de São Paulo, com exceção das rodovias federais.
 A ANTT define produtos perigosos como aqueles que representam riscos à segurança pública, à saúde das pessoas ou ao meio ambiente, de acordo com os critérios de classificação da ONU.
 
Para prevenir os acidentes e minimizar os riscos que eles trazem ao meio ambiente, à saúde da população e ao patrimônio público, o Brasil vem adotando ao longo dos anos uma legislação específica e rigorosa em relação ao transporte de produtos químicos por via rodoviária. São decretos, leis, resoluções, portarias e normas editadas por órgãos como a ANTT, Conselho Nacional de Trânsito, Denatran, Ministério dos Transportes, Inmetro e ABNT. A legislação detalha como deve ser feita a identificação e o transporte dos produtos perigosos, sua classificação, os tipos de embalagem, a sinalização externa dos veículos de carga, a documentação necessária para o transporte, os equipamentos de segurança e quem são os responsáveis em caso de acidentes, entre outros aspectos.
 
A Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química – mantém o Pró-Química, um serviço de informações via telefone para auxiliar as autoridades rodoviárias, o corpo de bombeiros, os produtores e os transportadores a lidar com as ocorrências envolvendo substâncias químicas nas estradas brasileiras. No âmbito do Estado de São Paulo, o DER mantém o Sistema de Informações de Produtos Perigosos (SIIPP). A Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – também mantém equipes em plantão permanente todos os dias do ano em um Centro de Controle de Desastres e Emergências Químicas.
 
 
 
Segurança
 
 
Para poderem trafegar pelas estradas brasileiras, os caminhões que transportam produtos ou resíduos químicos perigosos são obrigados a adotar uma série de medidas de segurança.
 
Primeiramente, o motorista precisa ser treinado para conduzir produtos perigosos. Na viagem ele tem que levar a documentação com dados sobre a classificação da carga, o fabricante ou importador do produto, as autorizações para circulação e informações de segurança para o caso de acontecer um acidente, além de um kit de emergência pronto para ser usado em caso de acidente.
 
O caminhão tem que estar em boas condições de manutenção e externamente precisa estar sinalizado com placas indicativas para mostrar o produto (ou produtos) que carrega e seus riscos. A indicação dos perigos é feita por painéis de segurança e rótulos de risco, que trazem números e símbolos indicando a classificação dos produtos transportados e seu enquadramento em uma das classes ou subclasses especificadas na Resolução da ANTT. Existem cerca de 3.500 números ONU relacionando os produtos perigosos. A ONU possui um comitê específico para legislar sobre o assunto.
 
Os produtos químicos perigosos são divididos em 9 classes: 1-explosivos, 2-gases,
3-líquidos inflamáveis, 4-sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas a combustão espontânea; substâncias que em contato com água emitem gases inflamáveis, 5-substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos, 6-substâncias tóxicas e substâncias infectantes, 7-materiais radioativos, 8-substâncias corrosivas, 9-substâncias e artigos perigosos diversos. As classes podem ter subclasses como, por exemplo, os gases, subdivididos em três grupos: gases inflamáveis, gases não inflamáveis e não tóxicos e gases tóxicos.
 
  
 O painel de segurança é retangular (30x40 cm) com uma borda de 1 cm, tem fundo na cor laranja e duas linhas com números em preto. A linha superior indica o número de risco, com exceção dos explosivos, que não têm número de risco. Os algarismos devem ser lidos separadamente. No exemplo ao lado, a tabela deve ser lida como 3-3, que corresponde a líquido altamente inflamável. A linha inferior traz o número ONU, ou seja, o número que identifica o produto de acordo com a listagem de produtos perigosos utilizada internacionalmente. Aqui, 1203 significa que este caminhão está transportando combustível auto-motor ou gasolina.
 
 
 
O rótulo de risco informa a classe e a subclasse a que o produto pertence, e indica o risco principal e o risco subsidiário. Traz símbolos, textos (opcionais, exceto para os radioativos), um número e pode ter cores diversas no fundo. Indica se o produto é explosivo, inflamável, corrosivo, oxidante ou radioativo, por exemplo. O rótulo de risco ao lado indica um produto da subclasse 4.2, ou seja, uma substância sujeita a combustão espontânea.
 
 
 
 
  
 
Exemplos de rótulos de risco indicam o que um veículo leva:
produto explosivo, gás não inflamável, gás inflamável, substância
sujeita a combustão espontânea, oxidante e produto radioativo, na sequência.
 
 
 
 Exemplos de como deve ser a sinalização em veículos que transportam cargas a granel, fracionadas e com um ou mais produtos no mesmo veículo:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Rótulos de risco e painéis de segurança no transporte de carga
  a granel de mais de um produto perigoso de mesmo risco
  principal, na mesma unidade de transporte
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   Transporte de carga a granel de substância perigosa ao
    meio ambiente (número ONU 3082)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Transporte de carga fracionada de produtos perigosos
 iguais (número ONU) e riscos iguais (número de risco) na
 mesma unidade de transporte
  

 
Profissionais da química
 
 
O trabalho dos profissionais da química está presente em toda a cadeia de produção, distribuição, transporte e descarte de produtos químicos e resíduos classificados como perigosos, nas empresas de atendimento a emergências, nos órgãos públicos, nas universidades, nos laboratórios e nos transportadores.
 
Na área de transporte, por conhecer as propriedades e características dos produtos químicos, o profissional da química atua na orientação quanto à estocagem e quanto ao transporte propriamente dito, além de atuar na descontaminação dos tanques de carga e no tratamento de resíduos.
 
Os profissionais da química também atuam em campo, no trabalho de atendimento a emergências ocorridas durante o transporte de produtos perigosos. Eles são responsáveis pela identificação, neutralização e remoção de produtos derramados em conseqüência de acidentes, definindo quais as ações a serem tomadas para evitar danos à saúde da população e ao meio ambiente. Em alguns casos, eles podem determinar a construção de diques, para evitar que poluentes atinjam cursos d?água e a canalização de água potável, evitando assim acidentes ambientais que poderiam adquirir grandes proporções.
 
 
  

 
 
 
Documentação  - A segurança do transporte de produtos perigosos depende de vários fatores: da embalagem adequada, do treinamento do motorista, da documentação em ordem. Além disso, o caminhão deve estar em boas condições operacionais. Leia mais.
 
 
 
 
 

 
 
Legislação
-
A legislação brasileira é ampla em relação ao transporte de produtos perigosos e se aplica também aos resíduos no caso de estarem classificados como perigosos para transporte. A legislação proíbe uma série de procedimentos. Leia mais.
 
 
 

 
 
Emergências Químicas
 
 
Pró-Química Abiquim
telefone 0800-11 8270
 
Sistema de Informação de Produtos Perigosos – DER/SP
telefones 0800-0555510 ou 0800-555510
 
Centro de Controle de Desastres e Emergências Químicas – Cetesb
telefones (11) 3133-4000 e 0800-11 3560
email ceeq@cetesbnet.sp.gov.br.
 
 
 
 
Para saber mais
 
  • Manual para Atendimento a Emergências com produtos perigosos – Guia para as primeiras ações em acidentes. Abiquim, Departamento Técnico. 2011
  • Segurança na Armazenagem, Manuseio e Transporte de Produtos Perigosos. Araújo, G. Moraes. Gerenciamento Verde Editora e Livraria Virtual. 2008
  • Equilíbrio Ambiental-Resíduos na Sociedade Moderna. Brasil, Anna; Santos, Fátima.FAArte Editora. 2004
  • Site da Cetesb – http://www.cetesb.sp.gov.br/  
  • DER - http://www.der.sp.gov.br/website/Home/  disponibiliza manuais para download
  • Site da ANTT - http://www.antt.gov.br/carga/pperigoso/pperigoso.asp  
 
  
 
Texto
Mari Menda – Jornalista CRQ-IV
 
 
Revisão
Prof. Antonio Carlos Massabni – IQ Unesp-Araraquara
Glória Santiago Marques Benazzi – Engenheira Química, diretora do Comitê ABNT/CB-16- Transporte e Tráfego. Coordenadora da comissão de estudos de transporte terrestre de produtos perigosos da ABNT
 
 
Fotos - Stock.xchng
Imagens- Normas ABNT NBR 7500
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Publicado em 04/04/2012
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Copyright CRQ4 - Conselho Regional de Química 4ª Região