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Jul/Ago 2016 

 


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Inovação - Indústria fará testes com microchips que simulam órgãos humanos


discovermagazine.com

 

Desenvolvido pelo Wyss Institute, organs-on-chips simula o funcionamento de um órgão humano

A tecnologia organs-on-chips será testada pelo Grupo Boticário como alternativa aos testes com animais. Em comunicado publicado no dia 4 de julho, a empresa informou que “o objetivo da iniciativa é sanar um dos maiores problemas da indústria cosmética: comunicar a pele com o sistema imune do corpo humano nos testes. Ou seja, identificar possíveis reações alérgicas causadas por produtos cosméticos a partir da pele”. Os primeiros testes funcionais em laboratório estão previstos para começar ainda neste ano e, em 2017, a empresa deverá lançar os primeiros produtos testados a partir de órgãos simulados em chips.

A tecnologia utilizada para o desenvolvimento do microchip é da empresa alemã TissUse (clique aqui para assistir a um filme onde é mostrada a utilização de um dos equipamentos desenvolvidos pela empresa) e o desenvolvimento no Brasil será feito em parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) – ligado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais –, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais.

“A avaliação da sensibilização da pele é um tema altamente discutido na comunidade científica no cenário nacional e internacional. Essa tendência complementa-se ao desenvolvimento de novas técnicas alternativas in vitro para a substituição de testes em animais”, explica o gerente de pesquisa biomolecular do Grupo Boticário, Márcio Lorencini.

Eduardo Pagani, gerente de desenvolvimento de fármacos e cosméticos do LNBio, complementa dizendo que “essa tecnologia tem potencial para substituir com vantagens o uso de animais. Os chips permitem que os organoides sejam permeados por um fluido similar à circulação sanguínea. Essa microcirculação simula o que acontece nos organismos vivos, aumentando significativamente o poder preditivo dos testes. Trata-se de um avanço tecnológico que vai beneficiar os testes exigidos para o desenvolvimento de novos produtos. Ao mesmo tempo, irá atender aos anseios da sociedade pela substituição do uso de animais de laboratório”, conclui.

Itehpec

 

Marina Kobayashi, gerente de Inovação do Itehpec

VANGUARDA – Publicado em julho de 2015, o estudo Cenário Tecnológico e Futuro das Novas Tecnologias em HPPC destacou a mimetização de sistemas biológicos, tratada como um conjunto de tecnologias emergentes que estão na vanguarda do desenvolvimento do setor. O trabalho foi produzido pelo Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec), em parceria com a Inventta Consultoria. De acordo com a gerente de Inovação do Itehpec, Marina Kobayashi, “o estudo aponta como tendência o desenvolvimento de sistemas biológicos em laboratórios, utilizando tecnologias como, por exemplo, a organs- on-chips”.

Segundo relata a publicação do Itehpec, a tecnologia organs-on-chips foi desenvolvida por pesquisadores do Wyss Institute, dos EUA, e consiste em microchips que reproduzem a microarquitetura e as funções dos órgãos vivos, tais como pulmão, coração, fígado e intestino. Dessa forma, pode se constituir uma alternativa à experimentação animal clássica nos testes de segurança e eficácia.

Cada microchip é composto por um polímero flexível com o tamanho de um cartão de memória, contendo canais microfluídicos revestidos por células humanas vivas. Sendo translúcidos, esses chips oferecem uma boa visão do funcionamento interno dos órgãos humanos e permitem o estudo da fisiologia humana em um contexto específico do órgão, o desenvolvimento de modelos de doenças in vitro e a utilização como substitutos dos animais nos testes de toxicidade.

Contudo, o processo de desenvolvimento enfrenta alguns desafios, como a dificuldade de se reconstituir características de órgãos vivos que são cruciais para a sua função, incluindo interfaces entre tecidos (por exemplo, entre epitélio e endotélio vascular); gradientes espaço-temporais de produtos químicos e oxigênio; e o microambiente mecanicamente ativo, fundamentais para a função de órgãos vivos.

Outras tendências apontadas pelo estudo incluem: cosméticos funcionais, que visam proporcionar benefícios além da higienização, perfumaria e embelezamento superficial, como a redução de rugas, proteção solar ou clareamento da pele; formas de produção sustentáveis, com redução do consumo de recursos, menor geração de resíduos no processo produtivo e utilização de resíduos como insumos; e o fator sensorial, que engloba design de embalagens, fragrâncias, texturas e espalhabilidade do produto em contato com a pele.

A publicação do Itehpec resultou de convênio entre a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O trabalho está disponível em versão eletrônica no Portal Inovação HPPC (detalhes no box abaixo).

Portal oferece orientações para quem quer inovar

Reprodução


O Portal de Inovação de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos é uma iniciativa do Itehpec. Para a estruturação, o Instituto contou com a parceria da Inventta, uma consultoria especializada em gestão de inovação. O objetivo principal do site é promover as inovações e o desenvolvimento tecnológico da cadeia de HPPC, tornando disponíveis informações estratégicas para o desenvolvimento tecnológico do setor.

O portal disponibiliza estudos científicos, notícias sobre P&D, dados sobre parceiros da academia e da indústria para realização de projetos de inovação, inventário de ingredientes restritivos, editais de recursos financeiros etc. Confira em www.portalinovacaohppc.com.

SOBRE O INSTITUTO – O Itehpec foi criado em 2006 como o braço de inovação da Abihpec (fundada em 1995), tendo como missão promover e incentivar a inovação na indústria de HPPC, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável das empresas. O Instituto atua na prospecção de oportunidades de negócios em inovação para o segmento, na antecipação de tendências, na geração de conhecimento e integração de recursos disponíveis às necessidades das empresas.

O Itehpec conta com um Conselho Científico-Tecnológico formado por especialistas da cadeia produtiva de HPPC e por pesquisadores da academia, exercendo um papel fundamental para a evolução da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Indústria de HPPC. Mais informações podem ser obtidas no site www.itehpec.org.br.





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